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Uma merda de encontro

Essa história (verídica, que fique claro) não aconteceu comigo, graças a Deus. Veio por uma amiga.

Trabalho novo, gente nova. Esse foi o pensamento dela ao começar no novo emprego. Sua felicidade foi completa quando o novo médico chegou. Parecia aqueles médicos de séries, praticamente um George Clooney em seus tempos de ER. Muito discreto, ele não ficava de muita intimidade com as secretárias e isso só aumentou o frisson entre elas quando nossa amiga finalmente conseguiu marcar um encontro com o médico bonitão.

O dia D foi eufórico, cada uma tinha um palpite sobra a roupa, sapato, maquiagem e até a lingerie que ela deveria usar. Produção impecável, ela partiu para o apartamento dele, onde teriam um jantar seguido de uma noite romântica (ou de sexo, como ele preferisse).

Tudo parecia muito bem, bom demais para ser verdade. O jantar estava ótimo, o papo, idem. Tanto que, conversa vai, conversa vem, pintou um clima e os dois foram para o quarto.

E foi aí que a coisa começou a desandar. Literalmente. Os dois nus, o clima mais doque quente, quando de repente... veio aquela cólica de fazer suar frio. Ela precisava ir ao banheiro desesperadamente, e pediu licença ao parceiro, antes que algum "acidente" acontecesse. Quando ela tentou sair da cama para ver o que podia fazer, ele disse que estava tudo bem e a segurou. Ela disse que não estava nada bem e que precisava realmente sair dali. E ele a segurando e dizendo que estava tudo bem. E a cólica aumentando. E ele a segurando. Barulhos na barriga. E ele a segurando. A tensão só aumentava. Afinal, como uma dor de barriga dessas poderia acontecer justamente no primeiro encontro com o cara mais gato que ela conhecia?

Não se aguentando mais, e com o cara parecendo não entender a gravidade da situação, ela acabou fazendo ali mesmo, na cama dele. E quando eu digo fazendo, digo fazendo muito. E mole. Muito cocô mole. Não preciso nem dizer que ela queria que um buraco se abrisse sob seus pés para que ela sumisse e nunca mais aparecesse.

E quando a coisa parecia não ter mais como piorar, Lady Murphy mostra sua face e a coisa e piora. E muito.

Vendo aquilo tudo, o cara simplesmente começou a gemer. Não de nojo, mas de prazer. Quanto mais ela cagava, mais ele ficava excitado. Para completar, ele ia passando, literalmente, a merda toda em si e nela, como quem passa aqueles óleos aromáticos que aumentam o tesão, que são vendidos em sex shop. Só que o aroma era dos piores.

Ela estava envergonhada e confusa, achando aquilo tudo muito estranho. Sua maior preocupação era sair dali o quanto antes, mas o cara estava tendo seu sexo intenso e gozou loucamente. E aí ela se deu conta do que acabarade acontecer: ele tinha um fetiche muito estranho e colocou alguma coisa na comida dela para que ela o satisfizesse.

Quando tudo acabou, ela foi para casa o mais rápido que pôde. No trabalho, todas esperavam ansiosamente pelo retorno da sortuda que saiu com o Dr. Ross. Um dia, dois, três e nada! Uma semana depois ela chega, arrasada, dizendo que não queria fazer nenhum comentário a respeito da noite que tivera com o médico. Mas de nada adiantou, tamanha pressão que as amigas fizeram. E o médico mais gato do lugar virou alvo das piores piadas entre as secretárias. Tenso, muito tenso.

2 comentários:

Anônimo disse...

cara. nem foi engraçado. vontade mor de abraçar a pobre criatura. NUNCA VOU RECLAMAR DE UM ENCONTRO DEPOIS DE LER ISSO! =(

Alexandre S. Custódio disse...

Uma m... de encontro mesmo, literalmente!
Por isso digo, que vê cara, não vê fetiche, nem caráter!

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