Já comentei aqui sobre os fins de relacionamentos e seus respectivos prejuízos. Mas hoje decidi relembrar um relacionamento que foi fail desde o início.
Eu tinha acabado de sair de um namoro longo e estava, para dizer a verdade, aliviada (mas isso é uma outra história). Então um colega de trabalho, num de meus momentos de "mimimi" me vira e diz: "Você tem que arrumar um cara que te valorize, que te respeite, que goste de você. Alguém assim... como eu". Eu teria iniciado um novo namoro ali mesmo se a frase tivesse sido dita por qualquer outro cara. Mas, sei lá, eu não me sentia "a coisa" por ele e, além disso, ele era MUITO mais baixo que eu e feio. Os dois últimos adjetivos poderiam facilmente ser relevados, mas somados ao primeiro fator, teriam acabado completamente com as chances do indivíduo.
Teriam. Porque eu estava, após muito tempo, swm namorado, e achando que nunca mais conseguiria arrumar um cara para pendurar no pescoço. E decidi entrar na empreitada.
O primeiro beijo saiu depois de muitas tentativas. Eu sempre ia "quase lá" e começava a rir, pois não tinha coragem de beijar um cara que não me atraía at all. Depois de um tempo de convivência, percebi duas coisas: já estava na hora de dar o segundo passo e, se sua "ferramenta" fosse tão grande quanto seu ego, eu iria me dar muito bem.
Ok, imaginem o House. Agora, imaginem o House feio, pobre e na faculdade - era com ele que eu namorava.
Pois bem. Decidimos que tal dia, tal hora, iríamos ao motel da escolha dele dar o segundo passo na relação. Na véspera eu, por alguma razão, resolvi relembrá-lo - e ele tinha esquecido!!!! Mas disse que irira cumprir a missão, sem problemas.
No dia e hora marcados estávamos lá, e ele me levou ao tal motel de sua escolha. Quando chegamos na porta, eu quase voltei na mesma hora. Era o segundo pior motel que eu já tinha visto na vida. Depois de um pouco de insistência, acabei entrando.
Antes tivesse decidido ir para casa e nunca mais sair com ele de novo.
Enquanto ele tomava banho, fiquei na cama lendo "Goldfinger", livro que estava me acompanhando na época. Então ele voltou e nós começamos a "ação". E aí a coisa chegou ao cúmulo do fail: quando ele finalmente tirou a cueca, resolvi dar uma espiadinha e, juro, meu primeiro pensamento, foi "ué, ele não tem pinto?". Mas ao mesmo tempo, pensei: "se ele não tivesse, não teria vindo até aqui". E botei a culpa no meu ângulo de visão. Até que mudei de lugar e... bem, eu estava QUASE certa. Não que eu tivese visto muitos pintos na vida, mas aquele, com certeza, era o menor de todos! Me ensinartam que tamanho não é documento e eu ia tirar a prova naquele momento. Bem, ia. Além de ter percebido que o tamanho da ferramenta era inversamente proporcinal ao tamanho do ego, vi que ela, bem, não se mantinha. Usei todas as minhas habilidades e nada! Aí ele disse que deixasse com ele (e eu quase peguei o livro para dar continuidade à leitura - e era o que eu deveria ter feito). Enquanto ele "dava um jeito", me cobri, liguei a TV e acabei me distraindo. E em um certo momento, fui ver o que se passava embaixo do lençol. Antes tivesse continuado a assistir o programa na TV, pois o cara estava lá embaixo da "cabaninha" todo suado, tentando que nem um louco fazer a coisa funcionar com a cara mais engraçada que eu já vi.
Nesse momento eu falei: "Desiste. Vamos bater um papo que a gente ganha mais". E assim fizemos. Não ganhei mais, mas o poupei de mais vergonha alheia.
E se você pensa que não poderia ficar pior, te digo uma coisa: esse não foi o "encontro" mais fail de todos, pois decidimos tentar uma segunda vez.
Mas isso fica para outro post.
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