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Aventuras de uma claustrofóbica no metrô

Eu sou uma pessoa medrosa. Sempre fui.

Mas tem coisas que dá para a gente relevar, como não gostar de lugares ao ar livre. É incômodo ficar num quiosque ou barzinho do lado de fora, mas eu posso conviver com isso e não deixo de sair na rua, por exemlpo.

Agora, tem medos (ou fobias, chame como quiser) que simplesmente não dá. Surto legal quando vejo uma lagartixa ou um sapo. E quando eu digo "surto legal", digo que choro que nem criança, fico tremendo, perna bamba e coisas do tipo.
Na mesma categoria dos sapos e lagartixas estão tempestades (mais precisamente quando "escurece" durante o dia, não a chuva propriamente dita) e lugares fechados, entre outros.
Pois bem. Hoje fui ao Festival Internacional de TV, lá no SESC do Flamengo (vou postar algo mais específico sobre o evento, que tinha como tema "séries de TV" em outro post - ou em outro blog, a definir). Quem conhece o local, sabe que é em frente à estação do metrô, então, não pensei duas vezes antes de usá-lo para chegar (além do mais, não tem engarrafamento, chegaria mais rápido).

Porém, me esqueci completamente de alguns detalhes:

1- O horário
2- Antes de chegar no Flamengo, o metrô passa na Central
3- Sou clastrofóbica

Já dá para imaginar o que aconteceu, né? Fui, toda feliz, às 8h da manhã, pegar o metrô para chegar às 9h na abertura do evento. Quando entrei, o metrô não estava muito vazio, mas dava para ficar e respirar. Então, chegou no Estácio e entrou mais gente do que deveria. Eu fiquei calma, pois, na minha cabeça louca, a tendência era esvaziar na Central. Ledo engano. A minha sorte foi que comentei sobre isso com uma passageira aleatória que me respondeu: "esvaziar? rá! vai nessa... você se ajeita aí porque senão vai ser prensada no ferro". Pronto! Foi o que bastou para me dar conta que estava dentro de uma lata de sardinha, já meio apertada e que mais gente iria entrar ali. Muito mais gente, por sinal.

Na hora me faltou o ar e perguntei: "qual o lado que desce?", para já ir me aproximando da porta (ou pelo menos tentando). A moça me disse: "você não anda de metrô não, né? você simplesmente não vai conseguir descer. e, se não se segurar, vai ser esmagada". "Fudeu", eu pensei, mas pedi que me dessem passagem.

Quando o metrô parou na Estação da Central, tive uma clara visão do inferno. Só vi uma onda vindo em direção ao meu vagão e tive que começar a luta. Fechei os punhos (porque pedir licença não ia adiantar) e tirei vantagem do meu tamanho. Bem, pelo menos tentei. Foram momentos de luta corporal intensa - eu contra a multidão (agora sei como os peixes da piracema se sentem). E, por muito pouco, minha bolsa não ficou lá dentro.

Já em terra firme, tremendo que nem vara verde, pude constatar que escolhi o pior meio de transporte, no pior horário, para tentar chegar no Flamengo. Ali eu tinha duas opções: sair da estação, tentar pegar um ônibus e, junto com ele, um engarrafamento do caramba ou esperar um trem vazio passar e chegar mega atrasada. Escolhi a segunda opção.

Nove "trens" depois, consegui embarcar em um menos cheio e chegar "apenas" 45min atrasada. Bem, levando em conta que o evento só começou às 10:30, meu atraso nem foi tão grande assim.
Mas ainda não acabou!

Já que eu fui, tive que voltar, certo? Para minha "alegria", o evento acabou às 19h de uma sexta feira 13, dia de jogo do Vasco. Pensei em ficar fazendo hora pelo Flamengo, até dar uma hora razoável para voltar para casa sem passar pelo mesmo perrengue da manhã. Porém, não conheço absolutamente nada por ali e imaginei que, sendo quase 20h, o metrô fosse estar menos cheio.

Ledo engano #2.

Cheguei na estação e o primeiro metrô passou. Muito cheio. Se já estava cheio no Flamengo, imagina quando chegasse nas estações do Centro!

Resolvi sentar e esperar.

Uma hora e dez minutos depois consegui levantar e embarcar. Mas já estava traumatizada que quando chegou na Estação Carioca, vi a multidão que se formava para entrar no trem e gelei. "De novo não!", pensei. Desci pelo outro lado, dei a volta e sentei. Quarenta e cinco minutos depois consegui embarcar e menos de trinta minutos depois já estava em casa.

Ainda não consigo entender como tem gente que simplesmente não se importa em se apertar junto com um monte de estranhos. E não no bom sentido...

Antes só...

Já comentei aqui sobre os fins de relacionamentos e seus respectivos prejuízos. Mas hoje decidi relembrar um relacionamento que foi fail desde o início.
Eu tinha acabado de sair de um namoro longo e estava, para dizer a verdade, aliviada (mas isso é uma outra história). Então um colega de trabalho, num de meus momentos de "mimimi" me vira e diz: "Você tem que arrumar um cara que te valorize, que te respeite, que goste de você. Alguém assim... como eu". Eu teria iniciado um novo namoro ali mesmo se a frase tivesse sido dita por qualquer outro cara. Mas, sei lá, eu não me sentia "a coisa" por ele e, além disso, ele era MUITO mais baixo que eu e feio. Os dois últimos adjetivos poderiam facilmente ser relevados, mas somados ao primeiro fator, teriam acabado completamente com as chances do indivíduo.
Teriam. Porque eu estava, após muito tempo, swm namorado, e achando que nunca mais conseguiria arrumar um cara para pendurar no pescoço. E decidi entrar na empreitada.
O primeiro beijo saiu depois de muitas tentativas. Eu sempre ia "quase lá" e começava a rir, pois não tinha coragem de beijar um cara que não me atraía at all. Depois de um tempo de convivência, percebi duas coisas: já estava na hora de dar o segundo passo e, se sua "ferramenta" fosse tão grande quanto seu ego, eu iria me dar muito bem.
Ok, imaginem o House. Agora, imaginem o House feio, pobre e na faculdade - era com ele que eu namorava.
Pois bem. Decidimos que tal dia, tal hora, iríamos ao motel da escolha dele dar o segundo passo na relação. Na véspera eu, por alguma razão, resolvi relembrá-lo - e ele tinha esquecido!!!! Mas disse que irira cumprir a missão, sem problemas.
No dia e hora marcados estávamos lá, e ele me levou ao tal motel de sua escolha. Quando chegamos na porta, eu quase voltei na mesma hora. Era o segundo pior motel que eu já tinha visto na vida. Depois de um pouco de insistência, acabei entrando.
Antes tivesse decidido ir para casa e nunca mais sair com ele de novo.
Enquanto ele tomava banho, fiquei na cama lendo "Goldfinger", livro que estava me acompanhando na época. Então ele voltou e nós começamos a "ação". E aí a coisa chegou ao cúmulo do fail: quando ele finalmente tirou a cueca, resolvi dar uma espiadinha e, juro, meu primeiro pensamento, foi "ué, ele não tem pinto?". Mas ao mesmo tempo, pensei: "se ele não tivesse, não teria vindo até aqui". E botei a culpa no meu ângulo de visão. Até que mudei de lugar e... bem, eu estava QUASE certa. Não que eu tivese visto muitos pintos na vida, mas aquele, com certeza, era o menor de todos! Me ensinartam que tamanho não é documento e eu ia tirar a prova naquele momento. Bem, ia. Além de ter percebido que o tamanho da ferramenta era inversamente proporcinal ao tamanho do ego, vi que ela, bem, não se mantinha. Usei todas as minhas habilidades e nada! Aí ele disse que deixasse com ele (e eu quase peguei o livro para dar continuidade à leitura - e era o que eu deveria ter feito). Enquanto ele "dava um jeito", me cobri, liguei a TV e acabei me distraindo. E em um certo momento, fui ver o que se passava embaixo do lençol. Antes tivesse continuado a assistir o programa na TV, pois o cara estava lá embaixo da "cabaninha" todo suado, tentando que nem um louco fazer a coisa funcionar com a cara mais engraçada que eu já vi.
Nesse momento eu falei: "Desiste. Vamos bater um papo que a gente ganha mais". E assim fizemos. Não ganhei mais, mas o poupei de mais vergonha alheia.
E se você pensa que não poderia ficar pior, te digo uma coisa: esse não foi o "encontro" mais fail de todos, pois decidimos tentar uma segunda vez.
Mas isso fica para outro post.

Mancadas internéticas

Além da forma tradicional de se dar um fora, na frente de todo mundo, ao vivo, existe uma outra forma, talvez pior, de fazer alguma coisa que merece um "facepalm": via internet. Vou contar duas rapidinhas que aconteceram comigo na comunidade House md no Orkut e que foram muito fail.
Tópico de encontros do Rio de Janeiro. Para quem não participa da comunidade, funciona assim: a gente define um dia, um horário e um local e os interessados aparecem. Eu mesma já fiz muitas amizades de verdade por lá. Enfim, estávamos marcando um encontro para um dia tal e muitos novatos estavam querendo ir, mas sempre com a desculpa de "não conheço ninguém" ou "como vou saber que são vocês?". Foi aí que uma das meninas que, na época, tinha acabado de conhecer, teva a idéia de me eleger como o "celular oficial do encontro", uma vez que o verdadeiro havia mudado para outro estado. Aí eu abro o tópico e lá está o recado, mais ou menos assim: "quem quiser um contato, está aí o telefone da Chris (e o número)" seguido de um "passo mesmo". Imagina a minha cara quando vi aquilo. Na mesma hora entrei no msn, no chat do pessoal, perguntando se tinha algum moderador na conversa, pois meu telefone havia sido divulgado assim, sem mais nem menos. E ainda emendei: "que maluca, como ela divulga os telefones alheios assim?" e outras coisas do tipo, que nem me lembro mais. 
Não passou nem um minuto, vejo uma janelinha subindo: "Chris, desculpe, não sabia que não podia divulgar seu telefone...". 
Imaginem a minha cara de sem graça. Se eu a tivesse visto online, pediria em particular para que ela apagasse a postagem. 
Mais recentemente, no tópico de umas fotos de bastidores, postei a seguinte pergunta, pois não saber do lugar onde as fotos haviam sido tiradas: "Alguma dica de onde fica o paraíso?" (o lugar é realmente bonito).
Alguns minutos depois, minha pergunta é copiada e respondida da seguinte forma: "no espisódio 7". Eu olhei e pensei: "Tá de sacanagem, né?". Postei uma resposta cínica e fui desabafar no Twitter, dizendo que não tinha paciência com pessoas que não lêem as coisas direito (coisa que mais tem na comunidade).
Pois minutos depois veio a resposta via Twitter mesmo: "eu quis dizer que o episódio 7 vai ser muito bom. *-* ou seja, vamos ficar no paraíso. sorry, não quis te deixar irritada".  Muito fail da minha parte. Eu não reconheci de quem era a postagem - e era de uma menina do fandom.
O problema é que eu não ligo o nome a pessoa quando ela tem diferentes nicks em diferentes redes sociais. Aí eu sempre dou um fora e passo por fresca.

Calor, van e blitz

Era dia da minha comunicação em um evento sobre Idade Média na faculdade. Eu, por mais que saiba o assunto de trás para frente e de frente para trás, sempre fico tensa quando tenho que falar em público. Mas sempre me inscrevia nesses eventos, que são sempre muito interessantes. Só que chegar no Fundão é sempre uma odisséia. E nesse dia, para completar, tive que me arrumar, pois, afinal, estaria do outro lado, com todo mundo me olhando enquanto falo sobre teatro medieval. E isso não combina muito com calça jeans surrada e tênis velho. Para não estragar muito a "produção" e fugir do enorme calor que estava fazendo naquela manhã, peguei um ônibus de ar condicionado e optei por uma van em lugar do infame 485, que está sempre lotado e quente. Na falta do dinheiro para o taxi, era o melhor que eu poderia fazer.
Antes tivesse ido apertada para a faculdade.
Pois bem, peguei a van toda feliz porque ia chegar na hora e mais ou menos fresquinha e fui relendo meus papéis. Ao chegar na entrada da Cidade Universitária, alguém liga para o motorista da van e avisa que está tendo blitz lá dentro. O que ele faz? Para exatamente onde estava, lugar também conhecido como meio do nada, e manda todo mundo descer, pois ele ia voltar dali mesmo. E todo mundo "Como assim? Aqui não para ônibus e, pelo jeito, não vai passar nenhuma van também!". Claro que o cara não deu a mínima e pôs todo mundo para fora (e ainda queria que a gente pagasse a passagem)!!! Olhamos uns para as caras dos outros e pensamos: "E agora?". Nessas horas não há muito o que fazer, ou você senta e chora ou tem uma idéia brilhante.
E foi aí que uma das meninas disse que, se nós seguíssemos por um caminho tal, iríamos sair no prédio tal onde passava ônibus. Na falta de opção melhor, lá fomos nós. Um sol do caramba, eu de sandália de salto, no meio do nada e em cima da hora da minha apresentação. 
Quando chegamos no prédio tal, vi que era relativamente perto do da Letras e resolvi ir andando. Afinal, eu já estava toda detonada mesmo.
Nem precisa dizer o estado em que eu cheguei lá! Suada, com sede, com calor e muito mais tensa do que de costume. O que era tudo o que eu NÃO queria naquele dia.
A apresentação transcorreu sem maiores problemas, mas o que eu aprendi naquele dia foi que não adianta você querer tentar aliviar seu lado, Lady Murphy está de olho. E ela é cruel.

Uma merda de encontro

Essa história (verídica, que fique claro) não aconteceu comigo, graças a Deus. Veio por uma amiga.

Trabalho novo, gente nova. Esse foi o pensamento dela ao começar no novo emprego. Sua felicidade foi completa quando o novo médico chegou. Parecia aqueles médicos de séries, praticamente um George Clooney em seus tempos de ER. Muito discreto, ele não ficava de muita intimidade com as secretárias e isso só aumentou o frisson entre elas quando nossa amiga finalmente conseguiu marcar um encontro com o médico bonitão.

O dia D foi eufórico, cada uma tinha um palpite sobra a roupa, sapato, maquiagem e até a lingerie que ela deveria usar. Produção impecável, ela partiu para o apartamento dele, onde teriam um jantar seguido de uma noite romântica (ou de sexo, como ele preferisse).

Tudo parecia muito bem, bom demais para ser verdade. O jantar estava ótimo, o papo, idem. Tanto que, conversa vai, conversa vem, pintou um clima e os dois foram para o quarto.

E foi aí que a coisa começou a desandar. Literalmente. Os dois nus, o clima mais doque quente, quando de repente... veio aquela cólica de fazer suar frio. Ela precisava ir ao banheiro desesperadamente, e pediu licença ao parceiro, antes que algum "acidente" acontecesse. Quando ela tentou sair da cama para ver o que podia fazer, ele disse que estava tudo bem e a segurou. Ela disse que não estava nada bem e que precisava realmente sair dali. E ele a segurando e dizendo que estava tudo bem. E a cólica aumentando. E ele a segurando. Barulhos na barriga. E ele a segurando. A tensão só aumentava. Afinal, como uma dor de barriga dessas poderia acontecer justamente no primeiro encontro com o cara mais gato que ela conhecia?

Não se aguentando mais, e com o cara parecendo não entender a gravidade da situação, ela acabou fazendo ali mesmo, na cama dele. E quando eu digo fazendo, digo fazendo muito. E mole. Muito cocô mole. Não preciso nem dizer que ela queria que um buraco se abrisse sob seus pés para que ela sumisse e nunca mais aparecesse.

E quando a coisa parecia não ter mais como piorar, Lady Murphy mostra sua face e a coisa e piora. E muito.

Vendo aquilo tudo, o cara simplesmente começou a gemer. Não de nojo, mas de prazer. Quanto mais ela cagava, mais ele ficava excitado. Para completar, ele ia passando, literalmente, a merda toda em si e nela, como quem passa aqueles óleos aromáticos que aumentam o tesão, que são vendidos em sex shop. Só que o aroma era dos piores.

Ela estava envergonhada e confusa, achando aquilo tudo muito estranho. Sua maior preocupação era sair dali o quanto antes, mas o cara estava tendo seu sexo intenso e gozou loucamente. E aí ela se deu conta do que acabarade acontecer: ele tinha um fetiche muito estranho e colocou alguma coisa na comida dela para que ela o satisfizesse.

Quando tudo acabou, ela foi para casa o mais rápido que pôde. No trabalho, todas esperavam ansiosamente pelo retorno da sortuda que saiu com o Dr. Ross. Um dia, dois, três e nada! Uma semana depois ela chega, arrasada, dizendo que não queria fazer nenhum comentário a respeito da noite que tivera com o médico. Mas de nada adiantou, tamanha pressão que as amigas fizeram. E o médico mais gato do lugar virou alvo das piores piadas entre as secretárias. Tenso, muito tenso.

Fins de namoros e seus (ou melhor, meus) prejuízos

Estive pensando nessas coisas de ficar sozinha, de ter alguém só por ter e, meio que por acaso, me lembrei dos meus (poucos, quase inexistentes) fins de namoro - e dos prejuízos que eles me deram.

Meu primeiro namorado - quatro anos de alegrias (not) e descobertas. Ele, roqueiro. Eu idem. Aí já viu, né? Empresta CD dali, fita (pq não rolava DVD) daqui. Tudo muito bem, tudo muito bom. Até que acabou o sentimento e a vontade de "voar livre" começou a falar mais alto. Resultado: vários CDs da minha coleção do Bon Jovi, do Aerosmith etc e várisa fitas se perderam para sempre. Tá, eu vendi as coisas que ele esqueceu comigo para um sebo, mas não deu para cobrir nem a metade!


Depois conheci meu segundo namorado - seis meses de "não sou feliz mas tenho marido". Eu não gostava dele, mas ele gostava de mim e, bem, já que eu não estava fazendo nada... Até que ele percebeu a situação e resolveu acabar com a palhaçada. Resultado: R$60,00 da conta do motel que foi paga com o meu cartão de crédito e que, além de não ter sido nem um pouco aproveitado, venceu no mês seguinte ao término e vários livros que eu nunca mais verei.


E então partimos para meu último relacionamento - dois meses de "por favor, tome uma atitude antes que eu me estresse". Esse meio que não conta, pois foi tão curtinho e eu nem aproveitei direito. Aliás, não aproveitei nada! Mas, enfim, meu preju foi de R$20,00 do taxi que a gente rachou e que eu acabei pagando sozinha, o famoso "depois a gente acerta".


E aí eu me pergunto: será que vale a pena tanto prejuízo ou é melhor ficar mesmo sozinha?

A entrevista e o celular descarregado

Lady Murphy que se preze está sempre em busca de emprego. E, quando consegue a vaga, é depois de muito "suor". Essa história aconteceu quando eu recebi uma ligação a respeito de uma vaga para a qual tinha me candidatado. 
Estava no estágio, quando vi que havia uma ligação perdida no meu celular, de um número privado. Deixei o celular na mesa, para ver se a pessoa me retornava, e percebi que a bateria estava fraca, mas pensei que pudesse durar até o fim de uma conversa breve. Quando o telefone tocou, vi que era a respeito de da tal vaga de emprego. A pessoa me perguntando se ainda havia interesse etc, e eu, tensa, ouvindo o barulhinho que o celular faz quando a bateria está nas últimas. E a cada "pin" eu ficava mais apavorada, com medo de perder a vaga.
Pois bem, quando a pessoa me disse "você pode anotar o endereço?", o telefone ficou mudo! NÃO!!!! A bateria tinha acabado e eu sem saber para onde deveria ir no dia seguinte!!!
Nem conversei. Saí que nem uma doida até o setor ao lado berrando e perguntando quem teria uma cerregador para me emprestar. Ninguém tinha. "Um celular de chip, pelo menos? Alguém tem?". Uma amiga me emprestou o celular dela, mas eu não sabia tirar o chip. Reslvido esse problema, descobri que nossos telefones eram de operadoras diferentes e que não ia dar para atender. Mais uma vez voltei desesperada dizendo que precisava de um celular desbloqueado ou, pelo menos, da mesma operadora.
Com muito custo, consegui um celular antigo e sem tampa, mas que estava carregado, e, por sorte, a pessoa me ligou e eu pude fazer a entrevista.
Não consegui a vaga, mas uma história divertida para contar.

Auto explicativa

Comentando com uma amiga da idéia do blog, ela me enviou uma história que aconteceu com ela uma vez. Bem, o desenho é auto explicativo:

O motivo

Existem pessoas azaradas.
Existem pessoas muito azaradas.
E existe essa que vos fala, ou melhor, escreve.
Depois de passar por todo o tipo de situação em que eu sempre acabava dizendo: "mas justo eu?"; "por que essas coisas só acontecem comigo?"; "por que tudo para mim é mais difícil?", resolvi rir da situação e, mais que isso, compartilhar meus momentos mais fail com o mundo.
Tudo o que escreverei aqui é verdade. Aconteceu (e acontecerá, pode ter certeza) comigo ou alguém próximo. Porque se alguma coisa pode dar errado, dará. E da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.