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Kumbaya my lord...

Ah, o fim de ano! Presentes e lembrancinhas de Natal, shoppings cheios, festinhas de confraternização e, claro, não podem faltar os amigos ocultos.

Eu, como todos sabem, sou aquela que quer ver todo mundo feliz, sorrindo, dando as mãos e cantanto kumbaya. Por isso, final de ano, para mim, tem que ter amigo oculto. Pelo menos, tinha!

Porém, como Lady Murphy que se preze, os meus amigos ocultos nem sempre são felizes, alegres e kumbayas...

Ano de 2009. Ou melhor, final do ano de 2009. Eu, toda animada, reuni a galera e armei o amigo oculto. Obriguei todo mundo a participar, preencher cadastro no site, guardar segredo e tudo mais. 

No dia da entrega dos presentes, de quebra, ainda fiz lembrancinhas para todos e fiz lá um peuqeno discurso de quanto amo meus amigos, blábláblá. Os presentes começaram a serem trocados e eu, que nem criança, só vendo os coleguinhas recebendo coisas muito legais (um disco do George Michael, um pato que dança, uma tulipa cheia de balas entre outras coisas) e eu só na expectativa. Então, lá pelo meio da brincadeira, recebemos um telefonema de uma de nossas amigas dizendo que estava mega atrasada, que tinha acontecido um monte de coisas e que o presente não estava com ela. Ou seja, alguém sairia de lá com as mãos abanando. Adivinha quem foi? Pois é!

Mas essa história acabou tendo um final feliz, pois, meses depois, o presente foi resgatado e entregue.

Mas como Murphy que é Murphy não pode ter final feliz, em 2010 rolou outro amigo oculto. Dessa vez virtual, com gente de vários lugares do Brasil. Sorteio feito, presente enviado e... bem, dizem que saber esperar é uma virtude...



 Taí a prova de que recebi meu presente!

Pobre tem mais é que se ferrar!

Pobre tem mais é que se ferrar. E o dia de hoje só veio reforçar essa máxima.

Como todo mundo sabe, entre as minhas (poucas) habilidades está a de fazer artesanato, que vendo para "complementar a renda".

Pois bem. Preciso comprar alguns materiais que estão me faltando. Como não tenho um centavo no banco, resolvi que iria colocar as despesas da lojinha de artesanato no cartão, que, como havia checado semana passada, tinha uma merreca de limite. Tinha.

Acordei cedo, tomei banho, me arrumei e saí. Por alguma razão, decidi passar no banco "só para conformar o valor que poderia gastar". Qual não foi a minha surpresa quando, ao puxar o extrato, vejo que não tenho nada de limite. ZERO. Sendo que eu não tinha comprado nada esse mês. Quase caí para trás, mas, fazendo as contas, vi que, abusivamente, o banco estava certo.

Sem dinheiro, sem cartão, precisando comprar coisas, insisti na empreitada e tentei pedir aqueles famosos empréstimos em lojas de departamentos. Na primeira, fui negada. Na segunda, fui aceita, a loja estava vazia, sem filas, MAS, o infeliz do cartão não passou na máquina nem por decreto. Valeu aí, Murphy! Pobre tem mais é que se ferrar mesmo!

Ainda assim, insisti em ir nas lojas, para dar uma olhadinha nas coisas que precisava e, para completar minha alegria, não encontrei nada em nenhuma delas!!!!

Sem dinheiro, sem cartão, negada, trollada pelo cartão da loja, com calor e com fome, fui trabalhar. Após mais de 40 minutos no ponto esperando o ônibus, atrasada, o único que serve para mim passou. O motorista me viu, deu um sorrisinho e passou direto. É. Nesse momento tove que apelar para o meu pai. Pelo menos não cheguei atrasada.

Mas ainda não acabou!

Chegando no trabalho descubro que a prova de um concurso para o qual me inscrevi será nesse domingo. Justo nesse domingo, que coincide com um compromisso que não posso faltar.

E o dia ainda não acabou...

Chuva, shopping e uma loja que falha muito na vida

Todo mundo viu o dilúvio que caiu sobre o Rio de Janeiro hoje, né? Pois bem, minha história começa junto com a chuva.

Saí do trabalho às 17:50, dez minutos mais cedo, pois vi que o tempo não estava lá essas coisas e tinha marcado com meu pai de encontrar com ele no shopping para que eu pudesse comprar uma multifuncional no cartão dele. 

Quando botei o pé na rua, vi a enorme nuvem preta, que pairava sobre a minha cabeça ,e comecei a apertar o passo, na esperança de pegar o ônibus antes do temporal. Conforme fui andando, senti os pingos aumentando, mas nada preocupante. Abri a bolsa e peguei meu guarda-chuva (sim, porque sou uma menina prevenida e tenho sempre um guarda-chuva comigo - e dois em dias chuvosos). Dei sorte e peguei o ônibus antes do temporal.

E foi a conta. Assim que me acomodei, o mundo desabou. Mas estava dentro do ônibus, então nem liguei. Peguei meu mp3 e fui ouvir música para relaxar. 

O trânsito estava lento, mas fluindo. Até que percebi que, em determunado ponto, o ônibus estava parado por muito tempo. E não tinha nenhum carro na frente dele. Foi então que eu percebi o que se passava: estávamos alagados, com água quase entrando no ônibus e o motorista disse que não ia seguir viagem porque o "carro" era novo e a empresa não ia gostar de vê-lo destruído na enchente. "Ótimo!", pensei. Meu pai me ligando  para dizer que já estava no shopping, eu sem poder fazer muita coisa. Mas estava calma, esperando o motorista arrumar uma solução. 

Eu disse que estava calma? Pois é, eu estava. Até que um senhor começou a gritar que era para a gente sair dali o quanto antes, pois os pivetes iam descer o morro, assaltar todo mundo, trazer armas e nos matar. Quando ele disse da primeira vez, achei graça, mas ele estava muito certo de suas palavras e eu comecei a ficar com medo. 

Com muito custo convencemos o motorista a dar a ré e passamos para um outro ônibus que pegou um "desvio".

Mas ainda não acabou. 

No meio do caminho "alternativo" entrou um cara (aliás, entrou um monte de gente) e quando o motorista entrou em uma rua para "fazer a volta" e retomar o itinerário original, o tal cara começou a dar um ataque, xingando o motorista, dizendo que ele era "obrigado" a levá-lo no ponto em que ele queria saltar (detalhe: ele pegou o ônibus fora do caminho de costume). Após uma discussão, o cara foi levado ao seu ponto de estimação e eu cheguei ao shopping depois de quase duas horas.

Mas ainda não acabou.

Fui toda feliz até a Casa & Video comprar a multifuncional (tudo por causa do maldito scanner). Após quase bater no vendedor lerdo que não soube me informar se o cabo USB que eles vendiam na loja servia para o aparelho (o que seria facilmente verificado abrindo a embalagem), fui até o caixa pagar e... o cartão do meu pai não era aceito na loja! Como assim, Bial? Eu vi na internet que as lojas aceitavam o tal cartão. Não satisfeita, mandei meu pai ir até a loja durante a semana e levar o papel que imprimi do site para ter certeza de que o cartão era aceito. E ELES DISSERAM QUE ERA!!!! E a hora de pagar... nada! A Casa & Video falha muito na vida. Muito.

Soltei os bichos lá na loja (coisa que nunca faço, quem me conhece sabe que eu sou bem calma e passiva - ui!) mas não teve jeito. Larguei a porcaria do scanner lá e vim embora com a certeza de que a Lady Murphy sou eu!

Pequeno, nerd e japonês

Eu nunca fui muito fã de japoneses. Digo, nada contra os japoneses em geral, mas nunca me senti atraída por um. Ou seja, japoneses não fazem meu tipo.

Mas um dia, lá pelos idos de dois mil e pouco, conheci um japa aluno de japonês (?!) de uma amiga minha (maior de idade, que fique claro). A princípio, não sabia que ele era aluno dessa minha amiga. Por alguma razão, ele foi parar no meu MSN e a gente ficou batendo papo por um tempo, até ele dizer que estudava japonês no lugar tal, com a professora tal e eu fiquei com aquela cara de WTF.

Eu não sei, mas, pelas conversas comecei a achar o japinha muito fofo. Peguei a "ficha" dele com ela, que me confirmou que ele era mesmo um garoto muito fofo. Conversa vai, conversa vem, decidi que queria aquele japa para mim.

Em uma ocasião iria rolar um festival de "sei-lá-o-que" japonês lá no curso em que ele tinha aulas. E aí rolou o convite para que eu fosse assistir sua apresentação de taiko na festa. "Taí uma boa oportunidade", pensei. E me preparei para causar uma boa impressão. Roupa mais ou menos, maquiagem, sorriso no rosto, essas coisas que meninas idiotas fazem quando querem chamar a atenção.

E lá fui eu para a festa. Quando conheci o japa pessoalmente, pude comprovar o que já imaginava: ele era um fofo! Simpático, gentleman, um mini nerd que dava vontade de colocar num potinho. Porém, eu não contava com uma coisa: a melhor amiga dele. Quer dizer, contar eu contava.

Pausa para explicar essa história.

Eu havia sido alertada que ele tinha uma melhor amiga por quem era apaixonado. E a garota, por sua vez, não lhe dava a menor bola, o desprezava, saía com outros meninos e contva para ele. Essas coisas que meninas más que sabem que tem o cara na palma da mão fazem.

E o coitado lá, todo apaixonado. E ela lá, zoando dele.

Só que ela não contava com uma coisa: a menina do MSN que estava afim do cara que ela pensava ter na mão. E por quem, no fundo, também tinha uma quedinha.

Voltando ao dia da festa.

Quando a menina me viu, me olhou "with lasers" (eu quase posso jurar que ela realmente soltava raios de luz pelos olhos). E eu olhei para ela com aquele olhar de "então é você que faz pouco do meu japa...". Trocamos olhares por uns instantes e fomos apresentadas.

Durante o resto da noite eu pude perceber que ela meio que se desesperou. Talvez o fato de não ter desgrudado do lado do japa tenha sido uma dica, mas o jeito que ela olhava para ele, o jeito que ela falava com ele era... bem parecido com o jeito que eu olhava para ele, o jeito que eu falava com ele. Conversamos pouco e combinamos de marcar alguma coisa pelo MSN.

Dias depois veio a confirmação: a menina se declarou para ele. E eles viveram um bonito romance por alguns anos. Soube que eles terminaram, mas não mantive mais contato com ele, pois ela o proibiu de falar comigo quando o namoro foi oficializado.

É Murpy, mais um ponto para você!

Lady Murphy é loira (ou Verônica Costa me persegue)

O fato de se encontrar a Verônica Costa na rua pode ser considerado como obra da Lady Murphy? Bem, levando-se em conta que eu preferia mil vezes esbarrar com o Pierce Brosnan ou o Jude Law (e posso citar mais uns vinte tranquilamente) em vez da Mãe Loira, definitivamente, sim!

Então vamos à minha história triste. E verdadeira:

Ano de 1997 (ou 98, o que não faz a menor diferença). 

Estava eu andando tranquilamente pela CD Expo com uma amiga, toda vestida de preto, batom escuro, lápis de olho, bem ao estilo Heavy Metal que eu fazia na época. 
De repente, só vejo luzes, holofotes, câmeras microfones e, como uma assombração, a Verônica Costa surgir na minha frente e me dar dois beijinhos. Demorei uns instantes para entender o que se passava, ela dizendo: "Oi, tudo bem? Como vocês estão bonitas, cheirosas...". E eu com aquela cara de "WTF?", sem saber muito bem o que fazer. Alguns segundos depois, ela estava indo abordar outro "fã" no meio da feira para, quando seu programa fosse ao ar, mostrarem o quanto ela era querida e assediada. 

Triste, não? Então senta que tem mais.

Ano de dois mil e alguma coisa.

Estava eu andando tranquilamente pelo Saara, no Centro do RJ, quando vejo uma pequena multidão. Música, bandinha, câmeras etc. 
Antes que eu pudesse perceber o que se passava, como uma assombração, surge a Mãe Loira na minha frente, me dando dois beijinhos e dizendo: "Oi, tudo bem? Eu sou candidata a blábláblá, esse aqui é meu número, vota em mim dia tal...". E, mais uma vez, eu lá, com a cara de "WTF?", pensando "DE NOVO???".
Bem, só de raiva não votei nela. Que mania de ficar me abordando assim no meio da rua!

E você pensa que acabou? Nada disso! Dona Murphy sabe como se divertir às nossas custas.

Ano de 2008.

Estava eu, atrasada, me arrumando correndo para ir para o trabalho, quando chego na vila e escuto uma musiquinha chata de campanha política. Não consegui identificar o nome do candidato (o que não faria a menor diferença), mas pensei: "Vou esperar mais um pouco, até esse povo passar pela porta. Aí eu saio atrás deles, atravesso a rua e fica tudo certo. Para quem já está atrasada, mais dez minutos não vão fazer diferença". 
Pois bem, esperei o movimento passar pelo portão e fui, toda feliz e tranquila.
Quando chego no portão, com um pé na rua, eis que surge, como uma assombração, de trás do muro da vila vizinha, a praticamente minha BFF, Verônica Costa!
"Oi, tudo bem? Eu estou apoiando o candidato fulano. Toma aqui o papel com o número dele. Dá uma forcinha lá no dia da eleição". 
Faltou pouco, muito pouco, para eu soltar um sonoro "NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!".


Alguém ainda tem alguma dúvida de que a Lady Murphy é uma funkeira loira?

Aventuras de uma claustrofóbica no metrô

Eu sou uma pessoa medrosa. Sempre fui.

Mas tem coisas que dá para a gente relevar, como não gostar de lugares ao ar livre. É incômodo ficar num quiosque ou barzinho do lado de fora, mas eu posso conviver com isso e não deixo de sair na rua, por exemlpo.

Agora, tem medos (ou fobias, chame como quiser) que simplesmente não dá. Surto legal quando vejo uma lagartixa ou um sapo. E quando eu digo "surto legal", digo que choro que nem criança, fico tremendo, perna bamba e coisas do tipo.
Na mesma categoria dos sapos e lagartixas estão tempestades (mais precisamente quando "escurece" durante o dia, não a chuva propriamente dita) e lugares fechados, entre outros.
Pois bem. Hoje fui ao Festival Internacional de TV, lá no SESC do Flamengo (vou postar algo mais específico sobre o evento, que tinha como tema "séries de TV" em outro post - ou em outro blog, a definir). Quem conhece o local, sabe que é em frente à estação do metrô, então, não pensei duas vezes antes de usá-lo para chegar (além do mais, não tem engarrafamento, chegaria mais rápido).

Porém, me esqueci completamente de alguns detalhes:

1- O horário
2- Antes de chegar no Flamengo, o metrô passa na Central
3- Sou clastrofóbica

Já dá para imaginar o que aconteceu, né? Fui, toda feliz, às 8h da manhã, pegar o metrô para chegar às 9h na abertura do evento. Quando entrei, o metrô não estava muito vazio, mas dava para ficar e respirar. Então, chegou no Estácio e entrou mais gente do que deveria. Eu fiquei calma, pois, na minha cabeça louca, a tendência era esvaziar na Central. Ledo engano. A minha sorte foi que comentei sobre isso com uma passageira aleatória que me respondeu: "esvaziar? rá! vai nessa... você se ajeita aí porque senão vai ser prensada no ferro". Pronto! Foi o que bastou para me dar conta que estava dentro de uma lata de sardinha, já meio apertada e que mais gente iria entrar ali. Muito mais gente, por sinal.

Na hora me faltou o ar e perguntei: "qual o lado que desce?", para já ir me aproximando da porta (ou pelo menos tentando). A moça me disse: "você não anda de metrô não, né? você simplesmente não vai conseguir descer. e, se não se segurar, vai ser esmagada". "Fudeu", eu pensei, mas pedi que me dessem passagem.

Quando o metrô parou na Estação da Central, tive uma clara visão do inferno. Só vi uma onda vindo em direção ao meu vagão e tive que começar a luta. Fechei os punhos (porque pedir licença não ia adiantar) e tirei vantagem do meu tamanho. Bem, pelo menos tentei. Foram momentos de luta corporal intensa - eu contra a multidão (agora sei como os peixes da piracema se sentem). E, por muito pouco, minha bolsa não ficou lá dentro.

Já em terra firme, tremendo que nem vara verde, pude constatar que escolhi o pior meio de transporte, no pior horário, para tentar chegar no Flamengo. Ali eu tinha duas opções: sair da estação, tentar pegar um ônibus e, junto com ele, um engarrafamento do caramba ou esperar um trem vazio passar e chegar mega atrasada. Escolhi a segunda opção.

Nove "trens" depois, consegui embarcar em um menos cheio e chegar "apenas" 45min atrasada. Bem, levando em conta que o evento só começou às 10:30, meu atraso nem foi tão grande assim.
Mas ainda não acabou!

Já que eu fui, tive que voltar, certo? Para minha "alegria", o evento acabou às 19h de uma sexta feira 13, dia de jogo do Vasco. Pensei em ficar fazendo hora pelo Flamengo, até dar uma hora razoável para voltar para casa sem passar pelo mesmo perrengue da manhã. Porém, não conheço absolutamente nada por ali e imaginei que, sendo quase 20h, o metrô fosse estar menos cheio.

Ledo engano #2.

Cheguei na estação e o primeiro metrô passou. Muito cheio. Se já estava cheio no Flamengo, imagina quando chegasse nas estações do Centro!

Resolvi sentar e esperar.

Uma hora e dez minutos depois consegui levantar e embarcar. Mas já estava traumatizada que quando chegou na Estação Carioca, vi a multidão que se formava para entrar no trem e gelei. "De novo não!", pensei. Desci pelo outro lado, dei a volta e sentei. Quarenta e cinco minutos depois consegui embarcar e menos de trinta minutos depois já estava em casa.

Ainda não consigo entender como tem gente que simplesmente não se importa em se apertar junto com um monte de estranhos. E não no bom sentido...

Antes só...

Já comentei aqui sobre os fins de relacionamentos e seus respectivos prejuízos. Mas hoje decidi relembrar um relacionamento que foi fail desde o início.
Eu tinha acabado de sair de um namoro longo e estava, para dizer a verdade, aliviada (mas isso é uma outra história). Então um colega de trabalho, num de meus momentos de "mimimi" me vira e diz: "Você tem que arrumar um cara que te valorize, que te respeite, que goste de você. Alguém assim... como eu". Eu teria iniciado um novo namoro ali mesmo se a frase tivesse sido dita por qualquer outro cara. Mas, sei lá, eu não me sentia "a coisa" por ele e, além disso, ele era MUITO mais baixo que eu e feio. Os dois últimos adjetivos poderiam facilmente ser relevados, mas somados ao primeiro fator, teriam acabado completamente com as chances do indivíduo.
Teriam. Porque eu estava, após muito tempo, swm namorado, e achando que nunca mais conseguiria arrumar um cara para pendurar no pescoço. E decidi entrar na empreitada.
O primeiro beijo saiu depois de muitas tentativas. Eu sempre ia "quase lá" e começava a rir, pois não tinha coragem de beijar um cara que não me atraía at all. Depois de um tempo de convivência, percebi duas coisas: já estava na hora de dar o segundo passo e, se sua "ferramenta" fosse tão grande quanto seu ego, eu iria me dar muito bem.
Ok, imaginem o House. Agora, imaginem o House feio, pobre e na faculdade - era com ele que eu namorava.
Pois bem. Decidimos que tal dia, tal hora, iríamos ao motel da escolha dele dar o segundo passo na relação. Na véspera eu, por alguma razão, resolvi relembrá-lo - e ele tinha esquecido!!!! Mas disse que irira cumprir a missão, sem problemas.
No dia e hora marcados estávamos lá, e ele me levou ao tal motel de sua escolha. Quando chegamos na porta, eu quase voltei na mesma hora. Era o segundo pior motel que eu já tinha visto na vida. Depois de um pouco de insistência, acabei entrando.
Antes tivesse decidido ir para casa e nunca mais sair com ele de novo.
Enquanto ele tomava banho, fiquei na cama lendo "Goldfinger", livro que estava me acompanhando na época. Então ele voltou e nós começamos a "ação". E aí a coisa chegou ao cúmulo do fail: quando ele finalmente tirou a cueca, resolvi dar uma espiadinha e, juro, meu primeiro pensamento, foi "ué, ele não tem pinto?". Mas ao mesmo tempo, pensei: "se ele não tivesse, não teria vindo até aqui". E botei a culpa no meu ângulo de visão. Até que mudei de lugar e... bem, eu estava QUASE certa. Não que eu tivese visto muitos pintos na vida, mas aquele, com certeza, era o menor de todos! Me ensinartam que tamanho não é documento e eu ia tirar a prova naquele momento. Bem, ia. Além de ter percebido que o tamanho da ferramenta era inversamente proporcinal ao tamanho do ego, vi que ela, bem, não se mantinha. Usei todas as minhas habilidades e nada! Aí ele disse que deixasse com ele (e eu quase peguei o livro para dar continuidade à leitura - e era o que eu deveria ter feito). Enquanto ele "dava um jeito", me cobri, liguei a TV e acabei me distraindo. E em um certo momento, fui ver o que se passava embaixo do lençol. Antes tivesse continuado a assistir o programa na TV, pois o cara estava lá embaixo da "cabaninha" todo suado, tentando que nem um louco fazer a coisa funcionar com a cara mais engraçada que eu já vi.
Nesse momento eu falei: "Desiste. Vamos bater um papo que a gente ganha mais". E assim fizemos. Não ganhei mais, mas o poupei de mais vergonha alheia.
E se você pensa que não poderia ficar pior, te digo uma coisa: esse não foi o "encontro" mais fail de todos, pois decidimos tentar uma segunda vez.
Mas isso fica para outro post.