Todo mundo viu o dilúvio que caiu sobre o Rio de Janeiro hoje, né? Pois bem, minha história começa junto com a chuva.
Saí do trabalho às 17:50, dez minutos mais cedo, pois vi que o tempo não estava lá essas coisas e tinha marcado com meu pai de encontrar com ele no shopping para que eu pudesse comprar uma multifuncional no cartão dele.
Quando botei o pé na rua, vi a enorme nuvem preta, que pairava sobre a minha cabeça ,e comecei a apertar o passo, na esperança de pegar o ônibus antes do temporal. Conforme fui andando, senti os pingos aumentando, mas nada preocupante. Abri a bolsa e peguei meu guarda-chuva (sim, porque sou uma menina prevenida e tenho sempre um guarda-chuva comigo - e dois em dias chuvosos). Dei sorte e peguei o ônibus antes do temporal.
E foi a conta. Assim que me acomodei, o mundo desabou. Mas estava dentro do ônibus, então nem liguei. Peguei meu mp3 e fui ouvir música para relaxar.
O trânsito estava lento, mas fluindo. Até que percebi que, em determunado ponto, o ônibus estava parado por muito tempo. E não tinha nenhum carro na frente dele. Foi então que eu percebi o que se passava: estávamos alagados, com água quase entrando no ônibus e o motorista disse que não ia seguir viagem porque o "carro" era novo e a empresa não ia gostar de vê-lo destruído na enchente. "Ótimo!", pensei. Meu pai me ligando para dizer que já estava no shopping, eu sem poder fazer muita coisa. Mas estava calma, esperando o motorista arrumar uma solução.
Eu disse que estava calma? Pois é, eu estava. Até que um senhor começou a gritar que era para a gente sair dali o quanto antes, pois os pivetes iam descer o morro, assaltar todo mundo, trazer armas e nos matar. Quando ele disse da primeira vez, achei graça, mas ele estava muito certo de suas palavras e eu comecei a ficar com medo.
Com muito custo convencemos o motorista a dar a ré e passamos para um outro ônibus que pegou um "desvio".
Mas ainda não acabou.
No meio do caminho "alternativo" entrou um cara (aliás, entrou um monte de gente) e quando o motorista entrou em uma rua para "fazer a volta" e retomar o itinerário original, o tal cara começou a dar um ataque, xingando o motorista, dizendo que ele era "obrigado" a levá-lo no ponto em que ele queria saltar (detalhe: ele pegou o ônibus fora do caminho de costume). Após uma discussão, o cara foi levado ao seu ponto de estimação e eu cheguei ao shopping depois de quase duas horas.
Mas ainda não acabou.
Fui toda feliz até a Casa & Video comprar a multifuncional (tudo por causa do maldito scanner). Após quase bater no vendedor lerdo que não soube me informar se o cabo USB que eles vendiam na loja servia para o aparelho (o que seria facilmente verificado abrindo a embalagem), fui até o caixa pagar e... o cartão do meu pai não era aceito na loja! Como assim, Bial? Eu vi na internet que as lojas aceitavam o tal cartão. Não satisfeita, mandei meu pai ir até a loja durante a semana e levar o papel que imprimi do site para ter certeza de que o cartão era aceito. E ELES DISSERAM QUE ERA!!!! E a hora de pagar... nada! A Casa & Video falha muito na vida. Muito.
Soltei os bichos lá na loja (coisa que nunca faço, quem me conhece sabe que eu sou bem calma e passiva - ui!) mas não teve jeito. Larguei a porcaria do scanner lá e vim embora com a certeza de que a Lady Murphy sou eu!